ECO, A NINFA


... E ajudo a linda princesa a descer de meu cavalo.

Cegados pela paixão fugimos a noite para uma longínqua caverna,

Enamorávamos por olhares desde tenra idade e agora, após tornar-me cavaleiro da guarda real tive a chance de cortejá-la.

Éramos espíritos da mesma consubstancialidade, finalmente unidos pela matéria.

-Antes de entrarmos na Caverna de Eros, grite para ver se não há ninguém dentro dela?

A suave voz de minha amada princesa é como música em meus ouvidos, atendendo-a imediatamente:

-Tem alguém aí?

Mal termino meu grito e sou surpreendido pelo grito de um crápula repetindo:

-Tem alguém aí? alguém aí? ...

O diálogo evolui para um clima tenso:

-Venha até aqui!

-Venha até aqui! até aqui! ...

Desafiar-me-á desta forma um deus! Mesmo sobre ele minha ira recairá, marcho em direção à caverna gritando, o escuto fazendo o mesmo:

-Você vai morrer!

-Você vai morrer! vai morrer!

Corro com fúria para dentro da caverna, é mais longa do que pressupunha e já não posso ver nada a minha frente, repentinamente caio em um buraco muito fundo.

Em meio a queda dou-me conta de minha asneira ao cair em uma armadilha e agora deixar a princesa desprotegida para um ataque do crápula que me enganou!

Bato minha cabeça com muita força ao final da queda, sinto muito sangue na boca e com o mundo enegrecido da caverna o último pensamento que tenho antes da morte é que talvez eu tenha sido vitima da ninfa chamada Eco.

<< Frente à caverna, a pobre princesa que de puritana não tinha nada, dotada de um pensamento mais cético que de seu cavaleiro, pensa consigo o quanto, novamente, graças à estupidez humana, ela ficará sem uma boa foda>>

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