ALICE NO PAÍS DA PERVERSÃO PARTE II - ELEFANTE COLORIDO


De repente do caos se fez mais caos. E o mundo da pequena girou. Vestido. Laços. Sapatilhas. Tudo voou. Elefantes dançavam com seus falos pendendo de um lado para o outro. A menina não sabia o que fazer. Um elefante adentrou o lugar e começou a dizer:

- Acalmem-se crianças. Temos visitas! Parem! Parem com a dança. E olhou ternamente para Alice.

Alice com os olhos esbugalhados não sabia o que falar. O elefante, que parecia ser o líder, começou a voar. Mudava de cor sem parar. Violeta. Vermelho. Azul. Amarelo. Verde-mar. Do alto falou com a voz imponente:

- Continuemos com nossa brincadeira. Mas com calma, vamos ver se a menina irá gostar.

Todos se puseram a frente do elefante-mor que mudava de cor. Alice ficou só observando sem saber se sentia alegria ou pavor. Os elefantes em coro trombetaram:

- Elefante colorido que cor?

- Amarelorosa!

E deu-se a correria. Todos correndo. Procurando a dita cor. Alice no meio da correria. Amarelorosa!!!??? Então um dos elefantes parou de correr. E meteu sua tromba embaixo do vestido de Alice.

- Aqui! - Falou ele - A calcinha dela é amarelorosa.
Dito isto. Mais três elefantes enfiaram suas trombas na calcinha da pequena. Ela esbravejou:

- Tirem essas trombas imundas de mim!

Mas não foi ouvida. As trombas a invadiram. Os elefantes esqueceram-se da brincadeira. Começaram a roçar suas trombas nos lábios virgens da menina. Ela estava apavorada. 

Um deles iniciou uma sucção. Sua tromba chupava a buceta de Alice. Ela, embora não aceitasse tal condição, sentia uma coisa boa. Uma estranha sensação. E a tromba ia cruzando o caminho.

A tromba ia em direção ás trompas. Lá no ritmo da canção. Adentrando as portas da percepção.

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